São Paulo pela Paz



São Paulo pela Paz

 

A história da humanidade é repleta de tragédias decorrentes da intransigência e do fundamentalismo étnico, religioso ou ideológico, a exemplo do nazismo, guerras, terrorismo, genocídios, massacres e outras atrocidades do passado e do presente.

 

Episódios recentes ocorridos em nosso país, mostram que infelizmente ainda estamos longe de valorizar uma cultura de respeito recíproco entre todos os cidadãos, crentes ou descrentes. Casos, inclusive, envolvendo lideranças políticas, que senão por valores pessoais, deveriam fomentar a tolerância por uma questão ética e jurídica, que são princípios inerentes ao papel daqueles que se dispõem a liderar processos de avanços.

 

Disputas, diferenças de opinião ou manifestações de oposição a partidos, crenças ou pessoas, jamais poderiam servir para justificar xingamentos, ofensas e ataques verbais ou físicos.

 

Um dos maiores patrimônios da cidade de São Paulo consiste na rica geografia de identidades culturais, étnicas e religiosas que a caracterizam, ilustradas pelas dezenas de mesquitas, sinagogas, catedrais, templos evangélicos, afro-brasileiros, dentre outros. A cidade também abriga organizações de paulistanos ateus, aos quais a Constituição brasileira assegura a liberdade de não crer e de serem respeitados em sua identidade. A preservação deste patrimônio requer respostas eficazes às crescentes denúncias de intolerância religiosa, como também uma intervenção preventiva.

 

Motivadas por este propósito, a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania e com aporte da sociedade civil e organizações religiosas, abrirão oficialmente as celebrações do aniversário da cidade, lançando o Fórum Permanente de Liberdade de Crença e Cultura de Paz. O ato, que contará com a presença do prefeito Fernando Haddad, ocorrerá no dia 21 de janeiro, Dia Nacional de Combate a Intolerância Religiosa.

 

Tolerância é respeito, é harmonia na diferença e o apreço da riqueza das diversidades culturais e dos diferentes modos de expressão da condição humana. Trata-se de uma obrigação do Poder Público, mas também de uma postura enquanto sociedade e indivíduos. Cabe, portanto, a todos nós, cultivar a tolerância como instrumento de afirmação da dignidade humana e proteção da paz social.